AQUI A VERDADE!

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Sandro Dálio

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São Manuel, São Paulo, Brazil
Radialista há 32 anos. Jornalista MTB 37.152 - Proprietário do Porão Stúdios - Foi Radialista na Rádio Clube de São Manuel e na Rádio Nova São Manuel - Apresenta atualmente o 'Passando a Limpo' na Integração FM de São Manuel - Graduado em Marketing - Foi Ouvidor do Município de São Manuel - As matérias assinadas são de responsabilidade de seus autores.

VEM AÍ... A TRADICIONAL "NOITE TROPICAL" DO RECREATIVO SÃO MANUEL!!!

VEM AÍ... A TRADICIONAL "NOITE TROPICAL" DO RECREATIVO SÃO MANUEL!!!

segunda-feira, 18 de julho de 2016

ELE FOI APRENDIZ DE SAPATEIRO E DE FERREIRO, ATÉ TER A OPORTUNIDADE DE TORNAR-SE FARMACÊUTICO E PROPRIETÁRIO DA MAIS ANTIGA DROGARIA DA CIDADE E UMA DAS MAIS ANTIGAS DO BRASIL!!! Hoje conheceremos um pouco mais de José Henrique Giacheli: o Zézinho da Drogaria Popular!


José Henrique Giacheli. O Zézinho da Drogaria Popular. Empresário, radialista, pai, avô, marido saudoso, amigo de jornada.
Nas profissões, um profissional dedicado e competente.
Na intimidade, um homem sorridente, feliz, agradecido por tudo o que a vida lhe deu.



Trabalhei com o Zé no rádio por aproximadamente 12 anos ininterruptos. Mesmo quando mudei de emissora, ele, que estava na Rádio Nova há 10 anos, fez questão de acompanhar-me para a Rádio Clube.

Na verdade, o Zé é primo de minha mãe. Logo, temos um parentesco. Mas isso é de menos. Verdadeiros amigos não necessitam compartilhar o mesmo sangue. Tornam-se familiares pelo simples fato de jogarem limpo um com o outro e pela afinidade.

Nas próximas linhas, vocês constatarão alguns dos motivos diversos que me fizeram ter um carinho e um respeito enorme por este homem. Uma pessoa que, pelos caminhos espinhosos da vida, não costuma abandonar ninguém. Um homem que tinha um sonho real: tornar-se avô! Sonho realizado recentemente e que, pela proximidade de seus bem vividos 70 anos, vive um momento sublime de tranquilidade, paz e serenidade.



A seguir, você conhecerá um pouco mais do Zézinho da Drogaria Popular. Sem medo de dizer o que pensa.

VAMOS LÁ...




"Sandro, bom dia!!!


Eu nasci na Usina São Manoel, tendo como parteira a saudosa D. Carolina, no dia 22/05/1947.

Meu pai era carpinteiro e moramos em várias fazendas, como: Jardinópolis, indo estudar a pé na Fazenda Água da Rosa; Fazenda Santo Inácio e finalmente Fazenda Barra Mansa do ex-prefeito Machado, onde cursei o terceiro ano primário.
Em 1959 meu pai mudou-se para a cidade, onde cursei  o quarto ano no Grupo Escolar Dr. Augusto Reis.
Nesse mesmo ano comecei meu primeiro trabalho, como aprendiz de sapateiro na Sapataria do Nhú.

No ano seguinte fui ser aprendiz de ferreiro com o Sr. Miguel Nítolo, ali pertinho da Estação.

Já em 1961 fui trabalhar na Farmácia do Sr. José Massarico, que ficava em frente ao Foto Rádio.
Em 1962 mudei para a Farmácia Popular do Sr. Emygdio Bergamasco, onde estou até hoje.


DROGARIA POPULAR EM 1895 E O PRÉDIO ATUAL:

  

Em 1972 estava de aviso prévio, para cursar faculdade de Matemática, que era o meu sonho, pois pretendia ser Doutor em Matemática.
Com emprego já acertado trabalharia durante o dia em uma farmácia e cursaria a faculdade a noite, na cidade de Piracicaba.

Mas um fato novo mudou tudo.

A farmácia foi vendida para a D. Ercília, uma senhora la da divisa com o Paraná.
Após a negociação, ela ficou impedida de levar a farmácia daqui para a sua cidade e pediu para que eu ficasse com ela por um tempo.
Planos adiados.

No final do mesmo ano, em Setembro de 1972, ela me  propôs negócio para venda do estabelecimento, nas seguintes condições: Cr$ 120.000,00, sendo Cr$ 50.000,00 à vista e o restante em 20 pagamentos.

Propôs que eu arrumasse um sócio, porque, no momento, não havia possibilidade de comprá-la sozinho, mesmo dispensando a minha parte da entrada (Cr$ 25.000,00 que ficara como gratificação por ter adiado os meus planos).
Formei sociedade com D. Terezinha Tuschi, de Barra Bonita, então patroa de minha futura esposa Maria.

Em 1978 houve então uma proposta de minha parte, para compra ou venda das partes.

Aceita a venda pela sócia, passei a ser proprietário juntamente com minha esposa, onde já nos havíamos casados em 1976.
Em 1978 nasce o nosso filho William e em 1983 a Bruna.
Em 1981, por um acaso, surge negócio com o prédio do extinto Banco Comércio Indústria, onde está instalada hoje a Drogaria Popular.
Anos 70 e 80, anos de muito trabalho, dedicação, muita vontade de vencer e muita fé.
Tudo certo.
Família estruturada e a vontade, não de ser rico com bens materiais, mas viver bem com tudo aquilo que já tinha conseguido.

Podia dizer que o meu 'império' estava formado, graças a Deus.
Não sei se é defeito ou qualidade, mas aqui em casa somos todos sãopaulinos!!!
Agradeço todos os dias pela família, pelo que somos e pelo que temos. 

José H. Giacheli"





POLÍTICA NACIONAL



1) Zézinho, como você vê a política nacional estremecida com a corrupção do PT e com denúncias sérias contra Temer e aliados? Dá pra acreditar ainda?

ZÉ: Todo mundo sabe que para se ter uma economia estável é necessário que se corte, primeiramente, as despesas públicas e se resolva o déficit interno do país.
Difícil quando se fala em despesa pública, pois os principais beneficiados são eles, os políticos.
Para se ter uma idéia, quando o Ministro José Serra falou em fechar algumas Embaixadas, já começou a gritaria.
O Brasil tem 70 embaixadas, cada uma custa R$ 380 milhões de reais/ano, lembrando que não são escritórios e sim prédios localizados nas principais avenidas de cada país.
Além disso, a corrupção tomou conta do país de norte a sul, articulada pelo PT e tão bem " amarrada", que todo mundo fala e ninguém prova nada, porque não querem, é lógico que todos tem rabo preso e o cidadão brasileiro está achando tudo isso muito normal.
Para mim tudo isso tem jeito.

Basta somente que se faça o caminho contrário de cada um, começando pela sua renda, quanto ganhou e o que possui.
Pronto.
Tudo o que for sobra é fruto de corrupção.
É só fazer o bloqueio e a devolução.
Nós somos fiscalizados assim. Por que eles não?


POLÍTICA



2) Zé, sendo um comerciante muito conhecido em toda cidade, porque nunca se aventurou pela política?
Eu vejo a política como uma ciência, responsável pelo bem estar da sociedade.

Mas sempre que você queira praticar a cidadania, imediatamente você encontra um obstáculo.

Como exemplo cito a presidência do Hospital!
Envolveu-se política e acabou meu sonho de cidadania em benefício do povo.

É bom lembrar aqui que o Hospital não é responsável pelo funcionamento do Pronto-Socorro, que é de responsabilidade da Prefeitura Municipal.

Nós não precisamos construir local para se colocar  médicos.
Local nós temos, nós precisamos é de médicos.

Não gosto de POLÍTICA!


IMPRENSA



3) Fazendo parte da imprensa, embora seu programa de rádio seja musical, qual sua posição a respeito do papel dela, de uma forma em geral? Como enxerga atualmente a atitude da mídia?

Fazendo apenas um programa semanal de rádio, dá muito bem para se ter uma idéia sobre a imprensa falada e escrita, que tem uma importância muito grande na vida da população, principalmente na cidade de São Manuel.

As redes sociais, rádios AM/FM, passam a ser um serviço essencial.

A mídia tem a obrigação manter a população sempre bem informada, mesmo que seja criticando ou elogiando.

Me considero uma pessoa bem informada politicamente, através do jornalismo sério, como por exemplo da rádio Jovem Pan, através de seus comentaristas, principalmente do comentarista político Reinaldo Azevedo.


COMÉRCIO LOCAL



4) Zé, falemos agora um pouco de São Manuel. Sendo um comerciante estabelecido no ramo farmacêutico, qual sua opinião sobre o comércio local?

Estabelecido desde 1972 no ramo farmacêutico e trabalhando desde 1961 nesse comércio, senti grandes mudanças no comércio local!

A partir dos anos 80, começaram a surgir outros estabelecimentos do mesmo ramo, como farmácia, açougue, armazém, padaria, lojas e muitos outros.

Muitos estabelecimentos antigos, mesmo com toda essa diversificação, deixaram sua marca, como a Casa Catalan, Casa União, Casa Ricci, Tedesco.
Até hoje a Drogaria Popular, com seu prédio próprio, o Supermercado Renata, a Casa Patana, o Posto Principal, Móveis Bertozo.

Hoje, o nosso mercado, apesar da crise nacional, em nossa cidade, encontramos uma grande dificuldade de sobrevivência, uma vez que São Manuel não possui indústria que empregue.

As poucas pessoas que estão empregadas, trabalham no comércio local, com salário insuficiente para se manter uma família e movimentar o próprio comércio.

Isto explica a grande quantidade de prédios comerciais fechados por toda a cidade.


ATUAL CÂMARA E ATUAL PREFEITO DE SÃO MANUEL...

 

5) Em sua opinião, como está hoje a Câmara Municipal de São Manuel e a atual administração de Marcos Monti?

Eu digo, como cidadão que sou, que a nossa Câmara Municipal não é atuante.
Nossa Câmara mostra pouco interesse em busca de projetos e verbas, deixando o prefeito muito acomodado, sem ter o que cobrar dele.


O QUE FALTA PARA SÃO MANUEL CRESCER...



6) Continuemos falando de São Manuel. Como você vê nossa cidade, no que se refere a crescimento? O que acha que falta para crescer?

Nossa cidade, apesar de termos um Deputado Estadual e depois Federal ( há 30 anos nos dois cargos), ficamos nas promessas das indústrias que não vieram, mas que se foram, como o caso da nossa Fiação, onde perdemos praticamente mil funcionários, sem contar outras empresas no Distrito Industrial antigo.

Distrito Industrial temos dois, o novo e o antigo. Só faltam as indústrias.

Sugestão: Porque não fazer uma incubadora no prédio da antiga Fiação?


POPULAÇÃO ANTENADA?



7) Zé, como tem grande contato com o público, em sua opinião, a população de São Manuel é uma população bem informada sobre tudo o que ocorre em nossa cidade?

A população de São Manuel, sempre que quiser, será sempre bem informada, bastando para isso que acesse Blog, Facebook, Internet que são atualizadas durante as 24 horas, podendo se dizer que é uma das redes sociais mais atualizadas da nossa região.


FAMÍLIA



8) Agora, falemos de família. Para muita gente uma instituição falida. Em sua opinião, qual o significado de 'FAMÍLIA'? Fale-nos um pouco sobre a realização de seu sonho de tornar-se AVÔ...

FAMÍLIA é uma instituição organizada, onde o pai e a mãe são responsáveis pelo bem estar de todos, onde se educa, ensina os princípios e os filhos tem total obediência a seus pais.



Ser avô, um dos meus maiores sonhos, é sem dúvida ser pai duas vezes.
 Meu neto Henrique é uma criança serena, carismática e gostosa.

Eu tenho certeza que vou aprender com o Henrique tudo novamente, andar de bicicleta, jogar bola, empinar papagaio, jogar 'burquinha', brincar de balanço, jogar dominó, brincar de peteca, jogar taco, pular corda e...vou parar por aqui porque já me cansei e o Henrique ainda está com a corda toda.


A PERDA...



9) Zé, sabemos que há pouco tempo perdeu sua esposa querida, nossa saudosa Maria. O que significou essa perda para você?

Sempre que se fala em perda, traz saudade, lembranças, a voz que se ouve de vez em quando, a imagem, a presença e até o chinelo no canto...

A nossa saudosa Maria deixou marcado em nossa família, o quanto era querida por todos.

O carinho de todos, foi um ato de manifestação que nos surpreendeu.. nem nós sabíamos que a nossa Maria da Farmácia era tão querida assim.


LEMBRANÇAS...



10) Zé, gostaríamos que citasse coisas boas sobre São Manuel. Lugares, tradições, algumas saudades de tempos idos, algumas coisas que te marcaram, coisas que deixaram muitas saudades...

As coisas boas de São Manuel começam para mim nos anos 60.

O Fisma Clube (Clube da Fiação de São Manuel) ali na Rua Moraes Gordo, tempos de boleros, rock e hully gully; o São Manuel Tênis Clube e seus grandes carnavais, festa da cerveja e do Baile Do Hawai, do antigo Clube Recreativo e suas festas de Reveillon e bailes de formatura e até da Escola Remington do Professor Luiz Gallerani, do Bar do Snoocker em frente ao jardim público, do bar Ponto Chic do seu Nicolau Grandini, da pastelaria do Alemão com o seu personagem conhecido por Alicate, bar do Lixa e seu tradicional sorvete de Creme Holandês.

São lembranças de nossa terra que o tempo não apaga...




'Sempre quando você achar que o caminho a percorrer ainda é longo, olhe para trás e verás que o caminho já percorrido é muito maior.

Você já pensou se você tivesse que voltar?'


FIM!

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