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Sandro Dálio

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São Manuel, São Paulo, Brazil
Radialista há 32 anos. Jornalista MTB 37.152 - Proprietário do Porão Stúdios - Foi Radialista na Rádio Clube de São Manuel e na Rádio Nova São Manuel - Apresenta atualmente o 'Passando a Limpo' na Integração FM de São Manuel - Graduado em Marketing - Foi Ouvidor do Município de São Manuel - As matérias assinadas são de responsabilidade de seus autores.

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segunda-feira, 6 de junho de 2016

DE LOCUTOR DE RÁDIO A COMERCIANTE DE SÃO MANUEL! O BLOG CONVERSA HOJE COM FLORIVAL JOANNES, O SEGUNDO ENTREVISTADO DO "NA BOCA DO POVO"!!!


Ele foi mecânico, trabalhou em padarias, marcenaria, Empresa de ônibus, Cooperativa, Leiterias, Hotel... mas foi como Locutor de Rádio e Comerciante que se realizou profissionalmente.

Nosso segundo entrevistado do quadro "Na Boca Do Povo" do Blog Cornetando, é Florival Joannes, que por muitos anos foi proprietário da Loja Som Discos e Fitas, ponto comercial que se tornou tradicional na cidade ao vender o que de melhor havia em lançamentos e sucessos da época.

Florival afirma que não, mas lembro que quando ocorriam alguns lançamentos, como as novas 'bolachas' de Trio Parada Dura e Milionário e José Rico, filas se formavam na porta da loja. Sei disso porque, para adquirir o LP 'Mundo Vazio', de Milionário e Zé Rico, meu saudoso pai ficou por alguns 'eternos' minutos lá.

Eu também fui freguês assíduo da loja. Foi lá que comprei meu primeiro disco do Ramones e uma fita do RPM, "Quatro Coiotes".

É nesse clima de nostalgia e de amizade que conversamos com o Florival, que nos fez um relato, ELE mesmo, sobre seu passado e sua realidade.

Acompanhem na sequência.



"Olá, Sandro. 

É com prazer que lhe concedo a entrevista e respondo às perguntas formuladas. 

Embora o motivo desta seja devido à minha frequente participação nos grupos de discussão do Facebook, lhe informo que ultimamente tenho me esforçado em limitar essa atividade. As causas são várias: entre as principais está a relação esforço/benefício, dispêndio excessivo de tempo, algum desgaste emocional, intolerância generalizada, e até 'inveja' (!) por algum eventual protagonismo nas discussões. Que isso...

Eu nasci em São Paulo, Capital. Aos cinco anos de idade, devido à separação dos meus pais, fui trazido a São Manuel para ser criado pelos meus avós paternos. De família pobre, logo aos 'onze anos', precisei partir para a luta do trabalho... Tinha que 'aprender ofício' e levar algum pra casa. 

Oficinas Mecânicas, Padarias, Marcenaria, Empresa de ônibus, Cooperativa, Leiterias, Hotel, etc., foram os locais que trabalhei como todas as demais 'crianças carentes' da época - tenho muitas histórias para contar; principalmente dessa época de 'aprendiz' - inclusive algumas horrorosas que futuramente deverei relatar em livro à ser escrito e publicado. Foi 'osso'. Aguardem... 

À bem da síntese solicitada à essa apresentação inicial, vou dar um 'salto' na história para abordar o período profissional do qual mais gostei: o de locutor de Rádio. Onde realmente, depois de muita peregrinação, encontrei minha vocação. 

Mas o Rádio, como profissão, apesar de importante, foi relativamente curto em minha vida: apenas nove anos. Tenho o péssimo defeito da impaciência. Logo me canso e jogo tudo pra cima. Sempre acho que tenho algo a procurar que ainda não encontrei. Até hoje é assim. O resultado até o momento não têm sido bom. NÃO RECOMENDO. 

Trabalhei como radialista inicialmente na Rádio Clube de São Manuel; depois na Bandeirantes de Bauru; Jauense e Piratininga, ambas de Jaú. Como se vê, em nove anos fiz uma 'blitz' na comunicação radiofônica regional. Admiro àqueles que permanecem anos na mesma atividade e emprego. Não consegui. Bons tempos. Fama, assédio feminino - a melhor parte - mas me enrosquei pelos 'laços sagrados do matrimônio' - até hoje vigentes - logo na primeira Rádio que trabalhei... Ironias da vida.

Mas vamos em frente. Naquele tempo (anos 70), embora tivesse as vantagens mencionadas, o Rádio pagava pouco; mesmo para minhas modestas pretensões de futuro financeiro. O que acabou pôr impulsionar-me 'mais uma vês', a começar nova vida em outra atividade - em tempo: quem muda muito tá sempre começando... Pense nisso. Nessa época, 'casar era importante'; e já lá se iam NOVE anos de enrolação namorando com minha hoje esposa...

Foi então que numa conversa com um amigo empresário do ramo de discos musicais, fui incentivado e apoiado a entrar para o ramo do comércio, abrindo uma loja de discos em São Manuel: a "Loja Som Discos e Fitas", que situava-se à Rua Moraes Gordo, 163, onde permanecemos durante VINTE ANOS; até que a transferi para novos proprietários. Ainda hoje é lembrada por muita gente. 

Essa até que durou e atendeu minhas pretensões da época. Foi a melhor 'Faculdade' que poderia ter cursado... E que muita gente deveria cursar - empreender -, antes de 'ditar regras' na política e na economia com tanta veemência, pouca experiência e muita intolerância, que tanto vejo nas redes sociais - desculpem-me. Entusiasmei. 

Hoje estou casado, aposentado, e tenho uma filha: Tânia Raquel Joannes; advogada. Sou corintiano. Não pôr opção, como a maioria dos torcedores; mas por doutrinação do meu Tio Mauro, que já se foi.

Como veremos a seguir, tenho um forte viés político que atribuo com muito orgulho, ter herdado do meu famoso tio-avô, Coronel Romão Gomes (in-memoriam), integrante da então Força Pública do Estado São Paulo, e que hoje nomeia o presídio da Polícia Militar do nosso Estado.

O Cel. Ramão Gomes foi um são-manuelense ilustre que lutou bravamente na Revolução Constitucionalista de 1932, liderando a famosa "Coluna Romão Gomes'; cuja história é relatada em detalhes no livro que lhe empresta o nome, escrito pelo saudoso Herbert Levy, também combatente na referida Coluna, e um dos proprietários-fundadores do Banco Itaú - Caso esteja em algum lugar, Tio Romão, a luta continua. Ainda inglória. As constituições, embora necessárias, têm sido sucessivas decepções.

Florival Joannes
Para o Na Boca Do Povo"




O QUADRO POLÍTICO


1) O quadro político do Brasil está borrado, manchado, rasgado. Apesar de tudo, caiu o apoio ao impeachment no Senado. Em sua opinião, Dilma volta? E, caso volte, o que acha que acontecerá?

FLORIVAL: Concordo com você. Nosso sistema politico-eleitoral-constitucional,  é podre. Sempre foi. Tanto é que não será surpresa se a presidentA Dilma voltar; se tivermos novas eleições ainda este ano; ou qualquer outra alternativa você aventar, etc, etc... Estamos vivendo o maior caos político-administrativo da história. Estou enojado. E o governo interino, pôr falta de opção ou competência, têm feito muitas patuscadas na busca pela 'governabilidade', que precisa ser encontrada nesse imenso mar de lama que estão nossas 'lideranças políticas'.


JUVENTUDE NA POLÍTICA


2) Você é um debatedor ferrenho em páginas sociais, mais precisamente no Facebook. O que teria a dizer à juventude manuelina que se simpatiza com o socialismo(comunismo) e, automaticamente com os discursos populistas do PT

R: Primeiramente lembro aos que estão com menos de 30 anos de idade, que eles são "filhos do Lula e da esquerda política". Pois quando começaram a entender a vida e a economia, eram eles que aí estavam. Também foram beneficiados pelo bom momento que lhes foi proporcionado durante alguns anos desse governo (muitos deles graças à medidas importantes - e que eles foram contra -, tomadas pelos governos Itamar/FHC) mas que como sabemos 'não haver almoço grátis', a conta um dia chega. E chegou. Com juros e custas a pagar.  A doutrinação ideológica nesses anos também foi feita da maneira mais eficiente e covarde possível.  Em escolas; nos principais meios de comunicação; na dramaturgia - tanto nas TVs (Globo, especialmente), que eles negam para forçar 'ainda mais' o viés socialista das novelas, como no cinema -, que nunca viu tanta 'obra' - no pior sentido do termo - produzida com injeção de dinheiro público como jamais foi visto "na história desse paíxx ". E tudo bancado pelo momento econômico mais favorável que o Brasil já teve com o comércio internacional, e que foi IRRESPONSAVELMENTE desperdiçado pôr aqueles que achavam poder reinventar a roda. Sugiro aos jovens  que tentem livrar-se o mais que puderem das vendas ideológicas que lhes são colocadas; e que pelo menos ouçam, despojados de ideias pré concebidas, às opiniões contrárias, vindas dos Liberais, que pôr fim acordaram e reagiram. Não entrem 'na pilha' fácil de ser vendida, no que se refere às 'injustiças sociais'. Não é justo que vocês almejem vantagens pessoais oferecidas com dinheiro extorquido através impostos escorchantes, que inviabilizam a economia e os empregos no país. E não se iludam com a distribuição do que é dos 'dos outros'. Não é honesto, decente. Não é propagando roubos, saques, quebradeiras e 'vantagens pessoais', que se constrói um país. A história mostra que isso nunca deu certo - temos exemplos recentes entre nossos vizinhos. As esquerdas se apoderaram do combate às 'injustiças-sociais' e às supostas minorias; mas não são elas as únicas preocupadas com isso. Mesmo porque, não seria 'sequer inteligente', que o liberalismo às abandonasse. Nesse caso, é impossível ser feliz sozinho. Vamos também olhar com mais racionalidade, possíveis injustiças passadas. Se formos pôr aí, poderemos chegar até às cavernas. É para o hoje, e para o futuro, o caminho a ser seguido. Chega de ódio; de 'dar palco' aos insatisfeitos com os infortúnios que a vida lhes impôs, debitando-os à 'sociedade culpada de tudo'. A felicidade total, se existe, é raríssima. E não necessariamente pertence aos mais supostamente afortunados. O sofrimento existe (Buda). Menos vitimizações, por favor.


A IMPRENSA

3) Você acredita que a imprensa brasileira, no geral, ainda merece créditos ou a maioria ou toda ela dança conforme a música?

R: A imprensa, com as sempre raras exerções, é movida a dinheiro-público. Note que são os governos os maiores anunciantes. Meu avô já dizia e continua valendo: "Manda quem paga a conta". O papel dos órgãos que não estão agraciados com as generosas verbas sem cobranças de 'retorno', é o de apontar o que os primeiros não podem pôr motivos óbvios: os erros e malversações do erário público. Pôr linhas tortas, exercem sua melhor função.


COMÉRCIO HERÓICO


4) Você foi comerciante por muitos anos em São Manuel. Qual sua opinião dos comerciantes que insistem em sobreviver à essa crise gritante?

R: A simples falta de opção. Não escolhemos a cidade que nascemos ou fomos criados. Aqui estão nossos familiares, nossos amigos, nosso patrimônio - seja ele pequeno ou grande; nosso chão, nosso lar, nosso ar... A vida dos comerciantes é influenciada pelo mesmo motivo que infelicita os demais trabalhadores: a falta de desenvolvimento econômico. É ele o 'sangue' de uma cidade e de um país. É a causa maior do desemprego que não gera renda aos trabalhadores e dinheiros aos cofres públicos. Pelo contrário: torna a população cada vez mais dependente deles.


BRIGAS POLÍTICAS


5) Qual sua visão a respeito das brigas políticas, sejam locais ou a nível estadual e federal? São sadias ou atrapalham o crescimento de uma cidade(estado e país)?

R: As brigas atrapalham e ajudam ao mesmo tempo, ao contrário do que se apregoa. São elas que levam ao aprecio da população os males que afetam as sociedades. O político, 'na oposição', independentemente dos seus propósitos - quase sempre não muitos nobres -, tem um papel muito parecido com o da imprensa... o de SABER e divulgar ONDE estão os possíveis erros e desvios de recursos públicos. A classe política, tão demonizada, está entre as mais nobres de uma nação. O problema é quando o povo que a escolhe não têm cultura, princípios éticos e até condições sociais, para escolher propostas honestas, nobres; que infelizmente não elegem ninguém. O que elege ainda é o 'toma lá, dá cá', que depois o eleitor reclama ao ver os políticos fazerem o mesmo quando estão no poder (?!).  A história têm nos mostrado que o melhor discurso para se ganhar eleições ainda é a mentira. Sei que não é simpático dizer essas coisas. Mas é o que vejo.


VALOR FAMILIAR


6) Defina o que é o valor familiar em sua vida... 

R: A família, a despeito dos ataques da ideologia política ainda dominante nas Américas espanholas e portuguesa, onde estamos inseridos, é a célula mater de uma sociedade. É nela que passamos os valores que aprendemos e cultivamos de nossos ascendentes - e é justamente esses valores que estão sob 'fogo-cerrado' dos inimigos da liberdade dos povos. Deve ser ela o nosso porto seguro. O nosso 'norte'. Mas como quase tudo, têm também seu lado ruim. Exemplo recente é o caso do garoto de dez anos de idade, recentemente morto pela polícia em São Paulo, no momento que roubava um veículo. O pai está preso e a mãe é ex-presidiária... ( e estão 'procurando' incriminar o policial que o matou na ação...). Não basta ter uma família: é preciso que ela seja estruturada; emocional; econômica e culturalmente.


FÉ?


7) Qual sua definição de crenças religiosas? Contribuem mais ou mais atrapalham?

R: Como ninguém morreu e voltou, cientificamente comprovando, para nos dizer qual é o verdadeiro caminho, todos têm o direito a se apegar à 'tábua de salvação' que achar melhor. Como contestar alguém pôr essa decisão? Embora não há como negar o mundo de charlatanice que abarca essa questão, e que traz um atraso enorme às sociedades, ao meu modesto ver. No aspecto de crença religiosa, estou tranquilo: 'a coisa se resolve pôr aqui mesmo'!


AS TRADIÇÕES


8) Em sua opinião, quem vive de passado é Museu ou devemos preservar nossas tradições? Poderia citar alguma tradição de sua infância ou mocidade aqui em São Manuel e que marcou sua vida?

R: Lamento quando uma antiga e bela construção que marcou nossas vidas é mal conservada, ou porcamente recuperada, ou demolida, que é praticamente a mesma coisa. Mas quando não há recuperação viável, é como nossas próprias vidas: se acaba. Não há o que fazer. Não sou muito apegado à tradições, mas até gostaria. Deve dar uma sensação de certeza e segurança, que sinto falta. O descarte cada vez mais acelerado, me deprime.


OS BOLACHÕES!


9) É verdade que em sua loja de discos na Moraes Gordo, quando haviam lançamentos de long plays de alguns artistas, as filas dobravam o quarteirão? Comente sobre alguns discos que fizeram parte disso e de sua história...

R: Embora eu tenha pegado a época de ouro para o comércio de discos e fitas musicais, e minha loja fosse perto da esquina a ponto de ser facilmente dobrada pôr tal fila, isso infelizmente nunca me aconteceu. Só se foi em algum felizardo concorrente. É folclore. Mas os campeões de vendagem nos meus tempos de loja foram muitos. Especialmente os sertanejos. Trio Parada Dura; Chitãozinho e Xororó; Zezé Di Camargo e Luciano; Leandro e Leonardo; João Paulo e Daniel; entre muitos outros. E a Xuxa. Vendi muitos discos e fitas dela. Mais que Roberta Miranda, pôr exemplo.


O AGORA


10) Para encerrar, se soubesse que iria morrer amanhã, o que mais gostaria de fazer hoje? 

R: Bom, o meu desejo, na verdade verdadeira, mesmo, se eu disser aqui vai dar problema... Melhor não. Deixa quieto. Fico devendo essa.

           

DEIXE UMA MENSAGEM QUE CONSIDERA IMPORTANTE EM SUA VIDA...

R: Difícil. São tantas, que poderia cometer muitas injustiças. Só vou falar em algumas coisas que são consenso geral e nas quais não acredito: religiões e livre arbítrio. Quem sabe no meu futuro livro - se acontecer - me aprofundo no assunto?

Obrigado pela honra dessa entrevista. 

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